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Amor, convivência e conveniência Nadja neves Abdo Parte 1 Em seu belíssimo livro “ Mapa para amantes perdidos ”, Nadeen Aslan * dá vida a personagens que se relacionam das mais variadas formas, tendo suas vidas movidas pelas circunstâncias e delimitadas por uma gama de sentimentos avassaladores, sabiamente descritos pelo autor. O amor não é posto como um sentimento idealizado, mas sim como resultado de almas e corpos que um dia se atraíram, mas que lutam para sobreviver à convivência exaustiva. Embora a trama aconteça na Inglaterra, nos anos de intolerância com os imigrantes e seus hábitos culturais e religiosos - acrescido do choque entre paquistaneses e indianos em território britânico - a história é universal.   E, para maior complexidade, ainda existe o choque de gerações entre os emigrantes originários do Paquistão e seus filhos, na maioria já nascidos na Inglaterra. Um toque sutil, mas permanente no texto, é a crítica ao fanatismo religioso, que acrescenta certo...

Senso crítico

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Meus professores não só me ensinaram conteúdos, como também desenvolveram minha percepção crítica das coisas e pessoas, da história e da realidade. Infelizmente, hoje em dia não se pode criticar mais nada, mesmo que construtivamente, porque corre-se o risco de ler frases como: “quem critica está com inveja”. Sendo assim, a ideia atual é de que o indivíduo deve ser acrítico, que deve achar tudo lindo, “curtir” e ter 10.000 amigos. O mundo atual está cheios de bobos da corte O lamentável em tudo isso é a falta de reação que se observa, a falta de probabilidade de mudança. Verifica-se, em geral, uma necessidade quase pueril de aceitação social. As pessoas têm medo de ser diferentes, de se pronunciarem contrariamente sobre ideologias apregoadas como certas, e vivem a repetir vários dogmas pré-concebidos como inquestionáveis. Um exemplo é a influência que a mídia tem no comportamento humano. Basta uma reportagem no "Fantástico", para todos seguirem as recome...

30 DICAS PARA ESCREVER BEM

Autor: Professor João Pedro da UNICAMP  1. Deve evitar ao máx. a utiliz. de abrev. etc. 2. É desnecessário fazer-se empregar de um estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo narcisístico.  3. Anule aliterações altamente abusivas, pois "quem com ferro fere, com ferro será ferido."  4. não esqueça as maiúsculas no início das frases.  5. Evite lugares-comuns como "o diabo foge da cruz".  6. O uso de parêntesis (mesmo quando for relevante) é desnecessário.  7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in. 8. Evite o emprego de gíria, mesmo que pareça nice, sacou??... Então valeu!  9. Palavras de baixo calão, porra, podem transformar o seu texto numa merda. 10. Nunca generalize: generalizar é um erro em todas as situações.  11. Evite repetir a mesma palavra pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a pala...

Solidão criativa

Cynthia de Almeida - jornalista "A imagem da felicidade na mídia é sempre representada por grupos. No mínimo em duplas, se o clima for de romance. Turmas sorridentes que conversam, se movimentam e dançam são cenas alegres, desejáveis, em contraponto ao retrato de um indivíduo solitário, seja lá o que estiver fazendo. O isolamento não é popular na nossa cultura. E, desde que, há algumas décadas, definiu-se que o ser humano era, além de mais feliz, mais criativo e produtivo em grupos, estudar e trabalhar virou atividade coletiva. O brainstorming , a chuva de ideias ou toró de palpites, tornou-se o modelo de inspiração corporativa do século 20 para solucionar, inovar, criar e chegar ao melhor resultado. Os escritórios, estúdios, agências, redações derrubaram suas paredes, e até mesmo os cubículos acanhados dos anos 1980 se desmonstaram em espaços livres, onde todos se escutam, se veem e se comunicam com facilidade. O mundo estabeleceu esse modelo bem antes de a internet c...

Nina e Carminha em Brasília - Nelson Motta

EXCELENTE ANÁLISE DE NELSON MOTA! Se o mensalão não tivesse existido, ou se não fosse descoberto, ou se Roberto Jefferson não o denunciasse, muito provavelmente não seria Dilma, mas Zé Dirceu o ocupante do Palácio da Alvorada, de onde certamente nunca mais sairia. Roberto Jefferson tem todos os motivos para exigir seu crédito e nossa eterna gratidão por seu feito heroico: "Eu salvei o Brasil do Zé Dirceu."  Em 2005, Dirceu dominava o governo e o PT, tinha Lula na mão, era o candidato natural à sua sucessão. E passaria como um trator sobre quem ousasse se opor à sua missão histórica. Sua companheira de armas Dilma Rousseff poderia ser, no máximo, sua Chefe da Casa Civil, ou presidente da Petrobras. Com uma campanha milionária comandada por João Santana, bancada por montanhas de recursos não contabilizados arrecadados pelo nosso Delúbio, e Lula com 85% de popularidade animando os palanques, massacraria Serra no primeiro turno e subiria a rampa do Planalto nos braços do ...

EXPRESSÕES ARCAICAS...

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Fonte: Estudos de Língua e Literatura - Douglas Tufano - p.74

"SINTO VERGONHA DE MIM..."